Guerrinha de ovos e rojões

24 de agosto de 2003

Olá! Hoje eu vou contar um sonho que eu tive há bem pouco tempo.

Eu morava atrás do prédio da FATEC de Praia Grande, a um ponto de ônibus de distância do CEBRAC. Eu e o meu irmão Écio recebemos um convite para fazer uma espécie de curso, não sei direito, acho que era no CEBRAC. Eu e o Écio nos arrumamos para ir a este curso, vestimos roupas sociais, passamos perfume, o Écio ainda passou gel no cabelo. Mas, momentos antes, apareceu um caminhão bem grande cheio de pessoas vestidas com trajes muito esquisitos, eu lembro que tinha uma vestida de noiva e que liderava o grupo, mas era um vestido meio parecido com uma roupa militar, eu não sei direito dizer como era exatamente. Essas pessoas que estavam na caçamba do caminhão carregavam metralhadoras, rojões e ovos de galinha. Este caminhão parou perto da porta de casa. De repente, outro caminhão, em sentido contrário, parou perto de casa, também cheio de gente com roupa esquisita, portando metralhadoras, rojões e ovos de galinha. O primeiro grupo, liderado pela “noiva” e o segundo grupo, liderado por um outro trouxa começaram a confrontar entre si com rojões e ovos de galinha. Chegou a hora de eu e o Écio ir ao curso, a gente saiu de casa em meio ao fogo cruzado e tomando cuidado para não ser atingido por nenhum ovo ou rojão. Aí, a gente resolveu voltar, pois estava perigoso andar na rua. Depois, eu e o Écio saímos novamente para tentar ir ao curso, mas decidimos voltar outra vez, pois a brigalhada na rua estava feia. A gente estava quase desistindo quando decidimos tentar de novo. Andamos quase a metade do caminho, quando eu decidi voltar, pois eu achei arriscado prosseguir o caminho, a cada metro caminhado, a brigalhada entre os dois grupos ficada cada vez mais feia. Quando estávamos quase chegando em casa, o Écio foi atingido por um ovo bem nojento, bem viscoso. Aí ele falou: “Arriégua!” e voltamos para casa. Eu me enchi, peguei um revólver calibre 38, fui até a rua irritado e disparei alguns tiros para o alto, eu acho que foram seis tiros. Eu não sei se a guerrinha acabou ou não porque, neste momento, eu acordei do sonho.

Domingo que vem, eu conto mais sonhos!


As três garotas

17 de agosto de 2003

Olá, hoje eu vou contar dois sonhos que eu tive há muito tempo atrás.

Quando eu tinha uns 4 ou 5 anos, não me lembro direito, eu sonhava que eu estava dormindo na cama e que alguém cutucou-me nas costas. Eu fui ver quem era e vi a cabeça do meu pai pregada num pequeno quadro de madeira falando “olá”. Esse sonho se repetiu umas 4 vezes. Eu só sonho com coisas esquisitas!

Um sonho que até hoje está bem nítido na minha cabeça foi um que eu sonhei no final do ano 2000. Sonhei que eu estava num estacionamento sem cobertura, daí eu vi a Sandy (irmã do Junior) e dei um abraço e um beijo nela. Eu sou muito fã dela. Logo em seguida, eu vi a Leandra Leal e dei também um abraço e um beijo nela. Na época, estava dando a novela O Cravo e a Rosa e a Leandra Leal fazia o papel da Bianca. Eu gostava muito dela. Daí eu fui para casa e encontrei três garotas que eu não conhecia e que diziam ser minhas amigas, e que iriam passar uns dias na minha casa. Uma tinha a minha idade, 14 anos (na época) e era parecida com uma garota da escola, a do meio tinha uns 10 ou 11 anos e a mais novinha tinha uns 8 anos. A mais velha trajava blusa vermelha, a do meio trajava blusa verde e a mais nova, blusa preta, as três usavam calças pretas. Eu dei um abraço e um beijo em cada uma delas e fui dormir. A mais velha e a do meio foram dormir normalmente, mas a mais nova estranhamente precisava que alguém colocasse-a dentro do berço. Ela dormia em um berço, que nem bebê. A mamãe me deu uma bronca não sei porquê, acho que foi porque eu não pus a outra no berço. Quem colocou-a no berço foi a mamãe. Depois, eu reparei que havia uma pequena placa afixada perto do berço. Tomando cuidado para não acordá-la, eu li o que estava escrito. Estava escrito que ela era irmã da garota mais velha e que não podia ir sozinha para o berço, alguém precisava colocá-la no berço. Então, eu fui para a cama. No dia seguinte, quando eu acordei, as três já estavam acordadas. Eu dei um abraço e um beijo em cada uma delas e só então eu perguntei o nome delas. A mais velha se chamava-se Julieta. As outras duas, eu me esqueci o nome delas, só sei que eram nomes fáceis, tipo: Cláudia, Elisa, Márcia, Ana… Meu irmão Écio queria jogar vídeo-game com elas, mas eu mandei ele guardar o aparelho, pois me lembrei que há meses atrás, eu havia perdido a paciência com minhas primas porque elas não sabem jogar direito. Eu não queria brigar com nenhuma das três garotas, então ordenei para que o Écio guardasse o aparelho de vídeo-game. Eu fiquei conversando com as três por algum tempo. Mais tarde, eu fui dar uma saída, fui até a padaria Nova Kennedy. Lá, estava diferente, tinha uma mesa, as paredes eram cinzas e nem parecia uma padaria, parecia um escritório. Sentado na mesa, estava o Valtinho, ex-candidato a vereador e dono da padaria Nova Kennedy. Detalhe: eu nunca tinha visto o Valtinho pessoalmente, só o conhecia pelo panfleto da propaganda eleitoral. Ele estava com uma roupa muito esquisita, uma mistura de pirata com Carmen Miranda. Ele me alertou sobre a Julieta, a mais velha entre as três garotas e disse que ela era filha dele. Ele falou com tom de preocupação. Quando eu voltei para casa, eu perguntei à Julieta se ela era filha do Valtinho da Padaria. Ela me respondeu com raiva, disse bem assim: “Aquele filho da puta do Valtinho é um mentiroso! Ele não presta!” Aí, conversei mais um pouco com elas. Mais tarde, eu e elas decidimos jogar buraco. Detalhe: eu não sabia jogar buraco. Mamãe foi preparar uns lanches para servir a mim e às três garotas, enquanto jogávamos. Porém, na hora de decidir quem faria parceria com quem, surgiu um impasse: eu queria fazer parceria com a Julieta e as três queriam que as parcerias fossem decididas por sorteio. Eu queria fazer parceria com a Julieta porque eu estava afim de me aproximar dela para paquerá-la, pois eu estava interessado nela. O impasse continuou, eu falando que seria melhor eu fazer parceria com a Julieta, porque tínhamos a mesma idade, e as garotas, principalmente a de 10 ou 11 anos, falando que seria mais justo fazer sorteio. No final, ninguém decidiu nada e todo mundo comeu os lanches sem jogar buraco. Daí, todo mundo foi dormir. No dia seguinte, elas já tinham acordado quando eu acordei. A gente ficou conversando, o dia passou. No final do dia, no quintal, que era enorme, havia uma fogueira e uma carcaça de carro velho. Detalhe: minha casa não possui quintal. Dentro da carcaça do carro velho, as três garotas conversavam sobre assuntos um tanto quanto esquisitos, como pegar um sapo e cortar com a faca, uns assuntos bem satânicos mesmo. Eu achei que não era nada. Posteriormente, eu descobri não sei de que jeito que as três garotas, na verdade, eram três extraterrestres que pretendiam acabar comigo e me matar. Eu acho que eu descobri o plano maléfico delas lendo não sei aonde. Aí, tudo começou a se encaixar: o alerta do Valtinho sobre a Julieta, as roupas que o Valtinho usava (ele também era um ET, pois era pai da Julieta), o tom que a Julieta falou a respeito do Valtinho, o fato da garota mais nova precisar ser colocada no berço (os da espécie delas precisam ir para o berço até os 8 anos). Então, eu resolvi desmascará-las. Quando eu falei para elas que eu já sabia do plano satânico que elas planejaram, elas ficaram verdes de raiva e a Julieta disse: “Allan, você me paga!” Então, as três sumiram de dentro para fora. Aí eu me dei conta do perigo que eu havia corrido com as três “etéias” dentro da minha casa. O sonho terminou aí. Sem dúvida, esse foi o sonho mais sinistro que eu já tive em toda a minha vida!

Domingo que vem, eu conto outros sonhos!